Esta expressão surgiu com o decorrer do tempo e foi apresentado de forma incorreta, pois entende-se como se o nosso corpo carnal fosse revestido por uma proteção de aço, onde poderíamos nos tornar super humanos e nada nos afetaria.
Agora vamos aos esclarecimentos do termo e a estrutura do rito que é feito para ofechamento de corpo.
Este ritual geralmente é feito na Sexta feira Santa. Como o próprio nome diz, este rito tem a intenção de bloquear, impedir e dificultar que qualquer maldade ASTRAL tenha acesso ao nosso perispírito ou atingir nossas estruturas espirituais.
Isso não quer dizer que uma pessoa que passou por um ritual de fechamento de corpo está totalmente imune a qualquer ato de maldade ou de algo chamado fatalidade. Este trabalho tem a intenção de reduzir o impacto que poderíamos sofrer no caso de uma atuação negativa ou mesmo de uma fatalidade.
Dizer “eu tenho o corpo fechado” não quer dizer que se tornou de aço, que a partir de hoje lhe foi posta uma superproteção, que você pode levar um tiro e não vai acontecer nada.
Não quero deixá-lo triste, mais vai sim!!! Se alguém com uma boa mira atirar em você, vai te acertar e dependendo do caso você poderá desencanar.
A proteção é para o lado astral. Claro que o astral e o espiritual se refletem em nossa matéria, em nosso corpo carnal; então a ideia é que com a máxima proteção. Mas não podemos aceitar isso como uma regra e acreditar que nada, absolutamente nada nos fará mal. Sim, pode sim, tudo dependerá do que se deve passar e o porquê deve passar.
O rito de fechamento de corpo é praticado dentro de nossos terreiros; é uma cultura antiga e alguns hoje em dia não tem mais o costume de realizar esta pratica e outros não conhecem, apenas ouviram falar.
Este ritual poderia ser praticado não apenas na sexta feira santa, mas umas três vezes no ano, no mínimo, porque é uma proteção que se agrega ao nosso corpo espiritual e que com certeza dificultará a ação de demandas, trabalhos ou espiritos sem luz que queiram nos prejudicar.
Geralmente são realizados por entidades de Umbanda ou de Candomblé, onde são utilizados elementos como: chave, pemba branca, ervas, azeite, correntes, patuás, rezas, orações, velas, águas, conchas, correntes de aço, alho, bebidas, etc.
Cada guia/entidade terá sua particularidade na forma de manipular os elementos físicos para as proteções astrais.
Não existe um meio correto de utilização, não existe uma receita de bolo e nenhuma regra, até porque, cada caso é um caso, há pessoas que necessitam de um fechamento de corpo para o setor sentimental (angústias, mágoas, etc), pois por estar fragilizada nesse sentido se bala com mais facilidade do que um outro, então cada caso deve ser avaliado com cautela e, isso, quem determinará será o guia que está realizando o rito.
Todos os elementos de trabalho que serão utilizados durante o fechamento de corpo deverão ser “cruzados” ou “abençoados” na força de um Orixá, geralmente efetuamos este processo de “cruzamento” ou de “benção” na força de Ogum, o senhor do metal, das lutas e das batalhas; para corte de demandas, Ogum é o senhor da proteção suprema dentro da Lei.
Mas nada impede que na sua casa, onde a força maior e regente é de Omolu, você cruze os elementos na sua força. Omolu é responsável pelo fim, logo a imantação dos elementos será com o pedido de finalização de todas as demandas. É um grande Pai e sua força é tão grande quanto á de Pai Ogum, responsável por abrir os caminhos do bem e fechar as portas da maldade.
Com relação aos elementos que serão utilizados em seu fechamento, eles podem ter inúmeras formas, como por exemplo, no caso de uma pessoa que necessite de um fechamento de corpo contra o vampirismo astral, pode ser utilizado o azeite consagrado juntamente com o alho.
No caso de um fechamento de corpo contra a atuação das energias negativas que assombram durante a noite, podemos fazer um fechamento de corpo com velas.
Então conforme o tipo de fechamento de corpo será aplicado existirá um elemento que poderá ser agregado ou utilizado que atuará com mais intensidade do que simplesmente a utilização das chaves.
Tudo isso acompanhado de rezas e orações e diversos outros elementos já consagrados.
Vale lembrar que ter o corpo fechado não significa que seremos supremos, imortais, invencíveis ou até mesmo a prova de bala.
Ter corpo fechado é ter o corpo equilibrado com proteções específicas que serão instaladas em seu Corpo Astral, que dificultarão o acesso de espíritos negativados ou de demandas que lhes foram direcionadas, por isso, o trabalho para o fechamento de corpo deve ser praticado algumas vezes durante o ano, para a renovação da proteção e também para fortalecimento do seu espírito.
Danilo Guedes – Jornal de Umbanda, fevereiro 2012
Endereço: Rua Itatiba nº 13, Jardim Petroni - São Bernardo do Campo - SP
quarta-feira, 27 de março de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Xangô
Orixá da Justiça
O Deus temperamental, lindo e destemido
Xangô é o orixá que não se conforma! O que quanto mais tem, mais acredita em seu potencial e busca ter mais e mais. É senhor da justiça divina, a que determina o que nós mortais merecemos ou não passar em conseqüência de nossas atitudes, palavras e pensamentos.
Dono das pedreiras do fogo e dos trovões, Xangô expressa seu poder por meio desses elementos de imponência da natureza, onde esbraveja (Trovão) e se mantém firme (Pedreiras). Mas também não deixa de chorar no colo de Oxum em forma de cachoeiras que saem das pedras, quando se vê triste.
Em sua lenda Xangô, filho de Iemanjá e irmão do meio de Ogum e Oxóssi. Era o mais temperamental. Não tinha rinchas com os irmãos, mas tinha em mente que poderia ser mais corajoso que Ogum, e merecia mais atenção do que a que era dada à Oxóssi.
Xangô conquistou o amor de Iansã ao se decepcionar com Ogum que quebrou a promessa de guardar seu segredo de bufalo, tornando-a assim sua primeira e mais amada esposa.
Mais tarde, também aproveitando- se da decepção que seu irmão Oxóssi teria causado, trocando- a por um homem feiticeiro Ossaim e indo viver na mata. Xangô conquista Oxum, tendo assim sua segunda esposa.
E por fim ao ver o esforço de todos os outros Orixás e grandes guerreiros para apenas vencer Obá em batalha, Xangô planeja uma luta em local escorregadio, derruba Obá e a toma ali mesmo, tendo assim sua terceira (e menos amada) esposa.
Certo dia um Babalaô de seu reino procura o rei para informar que o povo está morrendo, devido ao calor que castigava e a falta de água e comida por não chover.
Xangô se afastou de seu reino e suas esposas para pedir aos deuses que se algum sacrifício tivesse que ser feito, que fosse o dele próprio já que era o rei e não queria ver seu povo morrer na desgraça da fome e sede.
Isso trouxe caos aos reino, pois metade dos súditos pensaram que Xangô havia abandonado o reino e a outra metade acreditava que ele tinha se afastado para procurar uma solução. Com isso os dois lados entraram em guerra e começaram a destruir o reino com fogo.
Desesperada Oxum começa a chorar. Chorou tanto que formou uma poça d'água, que tornou-se um lago. Vendo esse lago Iansã espalhou os ventos, e esses transformaram o lago em um rio. E o rio cobriu a terra seca do reino.
A força de Xangô fez cair a chuva, que apagou o fogo ateado pelo povo da aldeia e trouxe novamente a paz ao reino de Oyó que não passou mais fome nem sede.
A cada comentário maldoso Xangô cuspia fogo e soltava faíscas pelo nariz. Andava pelas ruas de Oyó com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto. Onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro encontrava o ladrão onde quer que estivesse.
Para continuar reinando Xangô defendia com bravura sua cidade. Com o prestigio conquistado, Xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de kossô, para viver com suas três esposas: Iansã, Oxum e Obá.
Para prosseguir com suas conquistas, Xangô pediu ao babalaô de Oyó uma fórmula para aumentar seus poderes. Este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa.
Curioso, Xangô contou a Iansã o ocorrido e ambos não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar. Os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, Xangô afundou terra adentro, retornando ao orun, e tornando-se assim o Orixá da justiça, por ter se sacrificado pelo que era certo, já que seu povo morreu sem ter culpa de nada.
Xangô é o Orixá masculino que vem com a dança mais bonita, em sua dança ele inspira confiança e tenta mostrar que se pode ser forte sem perder a ternura. É um deus lindo tanto em suas essências quanto em suas vibrações. É o "menino mimado" dos Orixás, no sentido em que com seu jeito sempre conseguiu o que queria de todos.
Devemos ser muito cautelosos ao pedir JUSTIÇA para Xangô. A justiça desse Orixá é diferente da justiça dos homens, que é cega. Xangô enxerga os dois lados da moeda e as vezes justiça não é bem o que acreditamos que vai nos favorecer e sim nos colocar em situação pior. Por isso é muito importante analisarmos se o que queremos é o que realmente é certo ou simplesmente o que nos convém.
No sincretismo Xangô pode ser tanto São Geronimo, São Pedro quanto São João Batista. Que torna assim sua data comemorativa ser em possível em 3 dias: 24/06 (Dia de São João); 29/06 (dia de São Pedro); 30/09 (dia de São Geronimo).
Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
O Deus temperamental, lindo e destemido
Xangô é o orixá que não se conforma! O que quanto mais tem, mais acredita em seu potencial e busca ter mais e mais. É senhor da justiça divina, a que determina o que nós mortais merecemos ou não passar em conseqüência de nossas atitudes, palavras e pensamentos.
Dono das pedreiras do fogo e dos trovões, Xangô expressa seu poder por meio desses elementos de imponência da natureza, onde esbraveja (Trovão) e se mantém firme (Pedreiras). Mas também não deixa de chorar no colo de Oxum em forma de cachoeiras que saem das pedras, quando se vê triste.
Em sua lenda Xangô, filho de Iemanjá e irmão do meio de Ogum e Oxóssi. Era o mais temperamental. Não tinha rinchas com os irmãos, mas tinha em mente que poderia ser mais corajoso que Ogum, e merecia mais atenção do que a que era dada à Oxóssi.
Xangô conquistou o amor de Iansã ao se decepcionar com Ogum que quebrou a promessa de guardar seu segredo de bufalo, tornando-a assim sua primeira e mais amada esposa.
Mais tarde, também aproveitando- se da decepção que seu irmão Oxóssi teria causado, trocando- a por um homem feiticeiro Ossaim e indo viver na mata. Xangô conquista Oxum, tendo assim sua segunda esposa.
E por fim ao ver o esforço de todos os outros Orixás e grandes guerreiros para apenas vencer Obá em batalha, Xangô planeja uma luta em local escorregadio, derruba Obá e a toma ali mesmo, tendo assim sua terceira (e menos amada) esposa.
Certo dia um Babalaô de seu reino procura o rei para informar que o povo está morrendo, devido ao calor que castigava e a falta de água e comida por não chover.
Xangô se afastou de seu reino e suas esposas para pedir aos deuses que se algum sacrifício tivesse que ser feito, que fosse o dele próprio já que era o rei e não queria ver seu povo morrer na desgraça da fome e sede.
Isso trouxe caos aos reino, pois metade dos súditos pensaram que Xangô havia abandonado o reino e a outra metade acreditava que ele tinha se afastado para procurar uma solução. Com isso os dois lados entraram em guerra e começaram a destruir o reino com fogo.
Desesperada Oxum começa a chorar. Chorou tanto que formou uma poça d'água, que tornou-se um lago. Vendo esse lago Iansã espalhou os ventos, e esses transformaram o lago em um rio. E o rio cobriu a terra seca do reino.
A força de Xangô fez cair a chuva, que apagou o fogo ateado pelo povo da aldeia e trouxe novamente a paz ao reino de Oyó que não passou mais fome nem sede.
A cada comentário maldoso Xangô cuspia fogo e soltava faíscas pelo nariz. Andava pelas ruas de Oyó com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto. Onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro encontrava o ladrão onde quer que estivesse.
Para continuar reinando Xangô defendia com bravura sua cidade. Com o prestigio conquistado, Xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de kossô, para viver com suas três esposas: Iansã, Oxum e Obá.
Para prosseguir com suas conquistas, Xangô pediu ao babalaô de Oyó uma fórmula para aumentar seus poderes. Este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa.
Curioso, Xangô contou a Iansã o ocorrido e ambos não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar. Os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, Xangô afundou terra adentro, retornando ao orun, e tornando-se assim o Orixá da justiça, por ter se sacrificado pelo que era certo, já que seu povo morreu sem ter culpa de nada.
Filhos de Xangô são eloqüentes, sociáveis e bons ouvintes. Mas gostam sempre de dar a última palavra, mostrando que também são autoritários.
Contraditórios, são aristocráticos e libertinos. Infiéis em seus relacionamentos, mas conseguem estabelecer amizades duradouras.
Volúveis, esquecem rapidamente as paixões passadas. Estão sempre envolvidos em novas aventuras. E a paixão atual é sempre a maior, a única, a verdadeira.
Contraditórios, são aristocráticos e libertinos. Infiéis em seus relacionamentos, mas conseguem estabelecer amizades duradouras.
Volúveis, esquecem rapidamente as paixões passadas. Estão sempre envolvidos em novas aventuras. E a paixão atual é sempre a maior, a única, a verdadeira.
Os homens costumam ser bem robustos com ombros largos, e mesmo que não tenham aparência bonita, chamam atenção
Características dos filhos de Xangô:
- Autoritários
- Conquistadores
- Enérgicos
- Sensíveis
- Centrados
- Observadores
- Competitivos
- Carinhosos
- Ousados
- Machistas
Oferendas para Xangô:
- Quiabo
- Amalá
- Rabada com angu
- Caruru
- Peito de boi com angu
- Cerveja Escura
- Mel
- Papel de seda marrom
* As oferendas para Xangô devem ser entregues em picos de pedreiras ou cachoeiras que tenham um número elevado de pedras. Usar sempre um papel de seda marrom como toalha, montar o prato em uma gamela ou murinha e abrir uma cerveja escura ao lado.
O culto de Xangô é muito popular no Novo Mundo, tanto no Brasil como nas Antilhas. Em Recife, seu nome serve mesmo para designar o conjunto de cultos africanos praticados no Estado de Pernambuco. Na Bahia, seus fiéis usam colares vermelho e branco, como na África. Quarta-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Assim que saudam, gritando: Kaô Cabecile!, "Venham ver o rei descer sobre a Terra!"
Em suas danças, Xangô brande orgulhosamente seu machado duplo e assim que se acelera ele faz o gesto de quem vai pegar pedras e lançá-las sobre a Terra. O simbolismo de sua dança deixa aparecer seu lado licencioso e atrevido.
Em suas danças, Xangô brande orgulhosamente seu machado duplo e assim que se acelera ele faz o gesto de quem vai pegar pedras e lançá-las sobre a Terra. O simbolismo de sua dança deixa aparecer seu lado licencioso e atrevido.
Xangô é o Orixá masculino que vem com a dança mais bonita, em sua dança ele inspira confiança e tenta mostrar que se pode ser forte sem perder a ternura. É um deus lindo tanto em suas essências quanto em suas vibrações. É o "menino mimado" dos Orixás, no sentido em que com seu jeito sempre conseguiu o que queria de todos.
Devemos ser muito cautelosos ao pedir JUSTIÇA para Xangô. A justiça desse Orixá é diferente da justiça dos homens, que é cega. Xangô enxerga os dois lados da moeda e as vezes justiça não é bem o que acreditamos que vai nos favorecer e sim nos colocar em situação pior. Por isso é muito importante analisarmos se o que queremos é o que realmente é certo ou simplesmente o que nos convém.
No sincretismo Xangô pode ser tanto São Geronimo, São Pedro quanto São João Batista. Que torna assim sua data comemorativa ser em possível em 3 dias: 24/06 (Dia de São João); 29/06 (dia de São Pedro); 30/09 (dia de São Geronimo).
- As velas de Xangô são Marrons assim como suas guias na Umbanda
- A saudação para Xangô é Kaô Kabecilê tanto na Umbanda quanto no Candomblé
- Seu dia da Semana é Quarta-Feira
- Seu elemento é o Fogo
- Seu metal é o cobre
- Suas ervas são: Alevante, Hortelã, Eucalipto, Amexeira, Ipê Amarelo, Babosa, Folhas De Café, Lírio Do Brejo, Folha De Limoeiro, Eucalipto Limão, Folha De Parreira e Lírio Da Cachoeira; Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Para raio, Umbaúba.
- Seu mineral é o Estanho
- Cravos brancos e vermelhos e flores brancas em geral
- Seu símbolo é o machado
- Seu adorno é o Oxé
- Seu ponto na natureza é a Pedreira
Na Umbanda Xangô se manifesta em todos os médiuns de incorporação independente de terem o Orixá em sua coroa como Pai de Cabeça ou não.
Xangô geralmente vem batendo as mãos sobre a cabeça como se fossem pedras, seguindo isso ele exibe sua dança e reverência aos que lhe admiram. Nas poucas vezes que o Orixá vir chorando, deve se dar uma atenção especial pois ele geralmente ele está tentando indicar que seu médium está tomando atitudes erradas que poderão prejudica-lo em breve.
Segue uma Oração ao Orixá Xangô:
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô.
Abaixo um vídeo da História de Xangô:
Xangô morreu foi de idade
Morreu escrevendo em uma pedra
Foi ele quem escreveu a justiça
Quem deve paga
Quem merece recebe
Kaô Kabecile
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Nossa Festa de Cosme Damião e Doun
Abaixo as fotos da nossa festa, graças ao esforço de todos foi uma festa maravilhosa, onde pudemos arrecadar e distribuir 350 sacolinhas de doces!
Muito obrigado a todos que se esforçaram para fazer esse dia ser tão lindo e especial.
Agradecemos aos Ibejis por essa festa maravilhosa!
Os cosmes ou Ibejis, são espíritos de crianças de até 7 anos que vem no terreiro para irradiar alegria, reviver a inocência e pureza da nossa infância. Mostrar pra nós que podemos ser eternas crianças, brincando cantando e nos divertindo sem medo de repressão ou se está certo ou errado.
Por serem a linha da inocência, são considerados os mais fortes. Com uma bala podemos entrar em qualquer lugar, diferente de uma garrafa de pinga ou de champanhe.
As vezes por serem crianças, e brincarem muito, não são levados a serio pelos consulentes, mas o que as pessoas não entendem é que essa é a forma que eles trabalham. Basta prestar atenção e verá a diferença do seu estado de espírito antes e depois que deus umas boas risadas com as travessuras de um Ibeji.
É uma energização que pode ser considerada até um "descarrego" o que eles fazem ao nos alegrarem.
Oferendas para Cosme:
- Todo tipo de doces, em especial o que nós mesmos mais gostamos
- Guaraná
- Brinquedos simples
- Chupetas
- Panos Rosa e Azul bebê.
Oração de Cosme Damião e Doum:
Cosme e Damião, luzeiros espíritos da corte de Oxalá, amados benfeitores, queridos guias, nós vos imploramos a vossa proteção, força, saúde e resignação para que possamos cumprir com os desígnios de Pai. Dai-nos sempre os fluidos de paz, amor alegria e felicidade que vos são peculiares. Curai nossos males, fortalecendo nossos corpos materiais, proporcionando aos nossos espíritos as satisfações que lhes sejam agradáveis. Protegei-nos e a nossos familiares; protegei também, todas as criancinhas, para que tenham, a cada dia, uma vida melhor, sob o prisma material. Que vossos fluidos sacrossantos, recaiam sobre nossas cabeças, é o pedido que humildemente vos fazemos.
Saravá Cosme e Damião! Saravá toda Ibejada !
Que assim seja!
Saravá Cosme e Damião! Saravá toda Ibejada !
Que assim seja!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Obaluaê
O Deus da Vida e da Morte, da cura, continuidade e existência
O Pai que mais defende seus filhos da ameaça de inimigos
Obaluaê ou Omulu como é conhecido em sua forma mais velha, é o Orixá que controla as doenças, aquele que deve ser procurado para se controlar as epidemias e doenças inexplicáveis.
Obaluaê é um deus do Daomé, diferente dos Orixás Iorubas que são alegres, próximos e se assemelham a humanos. A aproximação desse Orixá geralmente causa temor. Omulu castiga quem maltrata seus filhos de santo, ou desrespeita sua divindade com doenças e até morte. Não cobre seu rosto apenas pela deformação de suas chagas, mas por causa do respeito que devemos ter mediante a sua figura.
Entretanto Obaluaê é um Orixá que pode ser um pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores através de gestos humildes, honestos e leais.
Em sua história, Obaluaê foi gerado por Nanã, que ao não conseguir suportar ter que criar um filho coberto de chagas e com uma perna menor que a outra, o abandonou na areia do mar. Ao ver a criança que foi deixada por Nanã na porta de seu reino, Iemanjá tomou o menino e o criou como filho, cuidando de suas chagas e cobrindo lhe com palha.
Iemanjá foi uma mãe tão carinhosa e atenciosa para Obaluaê como foi para Xangô, Ogum e Oxóssi. Entretanto ele já tinha um dom especial para a cura quando feliz, e também o dom de gerar doenças e epidemias malignas como a malária que devastavam povos inteiros.
Quando Obaluaê atingiu a idade adulta, Iemanjá resolveu unir o filho à sua mãe biológica Nanã. Já que a mágoa de ter sido abandonado, e a vergonha de não poder se mostrar por ter o corpo coberto de chagas, o fazia despejar desgraças sobre a terra.
Ao perdoar Nanã que se arrependia muito de ter abandonado seu filho à sorte, Obaluaê tornou-se um Orixá mais compreensível e encontrou um reino onde mesmo temendo sua presença, foi reverenciado. Assim recebeu um palácio onde se firmou.
Iansã era uma mulher muito curiosa, de todos queria noticias e tudo queria saber. Apenas um segredo havia que ela já fizera de tudo para descobrir e não conseguira. Era o fato de Obaluaiê andar coberto de palha, apenas se viam seus braços e pernas e nunca ninguém vira seu rosto. Iansã perguntava a todos o porquê disso e sempre lhe diziam que como tinha o corpo e o rosto coberto de chagas, ele não gostaria de mostrar ao mundo a sina que o acompanhava. Essas explicações vindas de todos os lados a deixavam mais curiosa ainda. Passou a perseguir Obaluaiê obsessivamente, aonde ele ia, disfarçadamente ia atrás. Um dia quando estava quase desistindo, sentia-se cansada o rapaz andava muito, sentou-se aos pés de uma grande árvore e adormeceu. Acordou com o ruído do farfalhar de palhas que sempre acompanhava seu perseguido que estava molhando os pés num pequeno riacho muito perto dela e não a tinha percebido. Era a hora! Finalmente descobriria o que há meses a torturava. Ergueu as mãos para o céu e chamou pelos ventos que sempre a auxiliavam. Eles vieram e numa lufada forte envolveram Obaluaiê, que despreparado, não pode impedir que a palha se levantasse deixando seu corpo exposto. Mas no mesmo momento o vento fez com que as feridas que cobriam o corpo de Obaluaê virassem pipocas que se espalharam pela terra trazendo cura para todas as doenças. Qual a surpresa de Iansã ao ver que debaixo da vestimenta não havia uma só chaga, mas sim uma beleza radiosa, todo o corpo do rapaz brilhava numa cor de cobre que o sol acentuava. O que ele escondia não era a vergonha de um corpo disforme e sim a beleza infinda que a todos faria inveja. Desse dia em diante Iansã não mais perseguiu Obaluaiê, mas sempre que o encontrava suspirava pela beleza que nunca mais esqueceu.
Depois de um tempo Obaluaê se casou com Ewá.
O Pai que mais defende seus filhos da ameaça de inimigos
Obaluaê ou Omulu como é conhecido em sua forma mais velha, é o Orixá que controla as doenças, aquele que deve ser procurado para se controlar as epidemias e doenças inexplicáveis.
Obaluaê é um deus do Daomé, diferente dos Orixás Iorubas que são alegres, próximos e se assemelham a humanos. A aproximação desse Orixá geralmente causa temor. Omulu castiga quem maltrata seus filhos de santo, ou desrespeita sua divindade com doenças e até morte. Não cobre seu rosto apenas pela deformação de suas chagas, mas por causa do respeito que devemos ter mediante a sua figura.
Entretanto Obaluaê é um Orixá que pode ser um pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores através de gestos humildes, honestos e leais.
Em sua história, Obaluaê foi gerado por Nanã, que ao não conseguir suportar ter que criar um filho coberto de chagas e com uma perna menor que a outra, o abandonou na areia do mar. Ao ver a criança que foi deixada por Nanã na porta de seu reino, Iemanjá tomou o menino e o criou como filho, cuidando de suas chagas e cobrindo lhe com palha.
Iemanjá foi uma mãe tão carinhosa e atenciosa para Obaluaê como foi para Xangô, Ogum e Oxóssi. Entretanto ele já tinha um dom especial para a cura quando feliz, e também o dom de gerar doenças e epidemias malignas como a malária que devastavam povos inteiros.
Quando Obaluaê atingiu a idade adulta, Iemanjá resolveu unir o filho à sua mãe biológica Nanã. Já que a mágoa de ter sido abandonado, e a vergonha de não poder se mostrar por ter o corpo coberto de chagas, o fazia despejar desgraças sobre a terra.
Ao perdoar Nanã que se arrependia muito de ter abandonado seu filho à sorte, Obaluaê tornou-se um Orixá mais compreensível e encontrou um reino onde mesmo temendo sua presença, foi reverenciado. Assim recebeu um palácio onde se firmou.
Iansã era uma mulher muito curiosa, de todos queria noticias e tudo queria saber. Apenas um segredo havia que ela já fizera de tudo para descobrir e não conseguira. Era o fato de Obaluaiê andar coberto de palha, apenas se viam seus braços e pernas e nunca ninguém vira seu rosto. Iansã perguntava a todos o porquê disso e sempre lhe diziam que como tinha o corpo e o rosto coberto de chagas, ele não gostaria de mostrar ao mundo a sina que o acompanhava. Essas explicações vindas de todos os lados a deixavam mais curiosa ainda. Passou a perseguir Obaluaiê obsessivamente, aonde ele ia, disfarçadamente ia atrás. Um dia quando estava quase desistindo, sentia-se cansada o rapaz andava muito, sentou-se aos pés de uma grande árvore e adormeceu. Acordou com o ruído do farfalhar de palhas que sempre acompanhava seu perseguido que estava molhando os pés num pequeno riacho muito perto dela e não a tinha percebido. Era a hora! Finalmente descobriria o que há meses a torturava. Ergueu as mãos para o céu e chamou pelos ventos que sempre a auxiliavam. Eles vieram e numa lufada forte envolveram Obaluaiê, que despreparado, não pode impedir que a palha se levantasse deixando seu corpo exposto. Mas no mesmo momento o vento fez com que as feridas que cobriam o corpo de Obaluaê virassem pipocas que se espalharam pela terra trazendo cura para todas as doenças. Qual a surpresa de Iansã ao ver que debaixo da vestimenta não havia uma só chaga, mas sim uma beleza radiosa, todo o corpo do rapaz brilhava numa cor de cobre que o sol acentuava. O que ele escondia não era a vergonha de um corpo disforme e sim a beleza infinda que a todos faria inveja. Desse dia em diante Iansã não mais perseguiu Obaluaiê, mas sempre que o encontrava suspirava pela beleza que nunca mais esqueceu.
Depois de um tempo Obaluaê se casou com Ewá.
Os filhos de Obaluaê são pessoas incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Chegam a atingir riquezas materiais e rejeita-las por escrúpulos imaginários. A marca mais forte do filhos de Obaluaê não é a exibição do sofrimento, mas a sabedoria para conviver com ele. Costumam se punir muito, transformando traumas psicológicos em doenças físicas reais. Dotados de rígidos conceitos morais que os afastam dos outros filhos de santo. Costumam encarar os tropeços da vida, as decepções e principalmente as doenças como uma punição por algo que de certa forma são devedores.
Características dos filhos de Obaluaê:
- Fechados
- Inteligentes
- Inconformistas
- Auto Punitivos
- Persistentes
- Esforçados
- Discretos
- Inseguros
- Serios
Oferendas para Obaluaê:
- Pipoca
- Azeite de Dendê
- Água Mineral
- Bolo de milho envolvido em folha de bananeira
- Pão de trigo
- Vinho Tinto
- Café
- Cuscuz de milho
- Feijão preto
*As oferendas de Obaluaê devem ser entregues de preferência em um balaio de palha ou uma tigela de louça branca. O local apropriado para entregar as oferendas para esse Orixá é sempre em cruzeiros e cemitérios.
No sincretismo Obaluaê é São Lazaro, que também sofreu com feridas espalhadas no corpo e teve estas tratadas por cachorros. Motivo também pelo qual Obaluaê não é só comemorado no dia 16 de Agosto, mas também no dia 17 de Dezembro.
A diferença entre Obaluaê e Omulu é apenas a idade astral do Orixá. São dois tipos do mesmo orixá que na verdade se chama Xapanã.
Porém esse nome não deve ser mencionado nem muito menos chamado, pois atrai a desgraça em toda sua plenitude, pois nos tira do respeito e devoção ao Orixá (como foi falado no início da postagem).
Obaluaê é o dono da Terra. Onde houver terra firme, Obaluaê já pisou. Ele é o último que cela as covas dos desencarnados, pisando na terra para que a torne firme e esteja pronta para se fortificar da matéria que vai se decompor.
- As Velas de Obaluaê são Preto e Branco (cruzada)
- A saudação para Obaluaê tanto na Umbanda quanto no Candomblé é "Atotô"
- Seu dia da semana é a Segunda Feira
- Seu Elemento é a Terra
- Seu metal é o chumbo
- Sua Flor é o Monsenhor Branco
- Suas ervas são: Agoniada; Alamanda; Alfazema; Babosa; Cipó Chumbo; Cebola do mato; Hortelã brava
- Seu símbolo é a Cruz
- Seu adorno é o Xarará
Na Umbanda Obaluaê é cultuado e louvado, mas não são todos os terreiros que batizam o médium com esse Orixá sendo Pai de Cabeça. Isso acontece por dois motivos: o primeiro é que como na Umbanda não se faz as oferendas da mesma forma que o Candomblé faz (rituais que por respeito e consideração não mencionaremos aqui), e se tratar de um Orixá muito exigente nas suas obrigações. O segundo motivo é que como não há incorporação de Oxalá na Umbanda, colocamos a força sagrada de Obaluaê para representar e trabalhar quando precisamos chamar diretamente por Oxalá ("Valei me essa corrente de força o nosso Pai Oxalá, é na linha de Umbanda que Omulu vamos saravá!").
Na Umbanda todos podem incorporar o Orixá que virá dependendo do médium, como Omulú ou como Obaluaê. Ele vem dançando e tampando o seu rosto até que este seja coberto por um pano branco ou palha que é o mais apropriado.
Abaixo um vídeo para ilustrar a história de Obaluaê e em seguida uma oração para se invocar as forças do orixá. Alertando que esta deve apenas ser feita em momentos em que as esperanças estejam sumindo, ou seja "quando a coisa estiver braba!"
Atotô Obaluaê!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Festa de Aniversário de 1 ano da casa 2012
Segue algumas fotos da nossa festa que foi linda!
Obrigado ao empenho de todos!
A Cesta das Lembrancinhas que distribuímos (foram ervas para banho com uma mensagem enrolada)
Os Atabaques
Bolo Lindo feito com muito carinho por filhas da casa!
Agradeço novamente a todos que direta e indiretamente fizeram parte desse dia!
Muita paz e muita luz pra todos vocês
Pai Everton D'Oxossi
Obrigado ao empenho de todos!
A Cesta das Lembrancinhas que distribuímos (foram ervas para banho com uma mensagem enrolada)
Os Atabaques
Bolo Lindo feito com muito carinho por filhas da casa!
Agradeço novamente a todos que direta e indiretamente fizeram parte desse dia!
Muita paz e muita luz pra todos vocês
Pai Everton D'Oxossi
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Nanã Buruquê
O Orixá que nos leva ao nosso lugar de merecimento
Orixá firme e sábio, benevolente e cheio de dignidade.
Nanã é a deusa que deve ser procurada principalmente quando alguém morre ou está perto de morrer. Em sua "Marola" ela navega com o desencarnado para o lugar que devido aos seus atos na vida, lhe foi determinado por Oxalá. Ela conforta também os corações dos que ficam, fazendo com que a dor da partida seja bem menor.
O orixá mais velho do céu com força e experiência insuperáveis.
Ela é responsável pela reencarnação, cuida do corpo dos mortos e recria a vida como uma peça de argila.
Em sua lenda no inicio dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divididos por Olorun e entregues aos orixás uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda. Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: - Volte já para o seu caminho rapaz! - Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades - Para passar por aqui tem que pedir licença! - Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. -Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: - O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço.
O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: -Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessa-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiriam a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: - Ogum não passou!
Orixá firme e sábio, benevolente e cheio de dignidade.
Nanã é a deusa que deve ser procurada principalmente quando alguém morre ou está perto de morrer. Em sua "Marola" ela navega com o desencarnado para o lugar que devido aos seus atos na vida, lhe foi determinado por Oxalá. Ela conforta também os corações dos que ficam, fazendo com que a dor da partida seja bem menor.
O orixá mais velho do céu com força e experiência insuperáveis.
Ela é responsável pela reencarnação, cuida do corpo dos mortos e recria a vida como uma peça de argila.
Em sua lenda no inicio dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divididos por Olorun e entregues aos orixás uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda. Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: - Volte já para o seu caminho rapaz! - Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades - Para passar por aqui tem que pedir licença! - Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. -Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: - O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço.
O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: -Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessa-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiriam a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: - Ogum não passou!
Nanã era esposa de Oxalá, mas teve que aprender a dividir o seu amor com Iemanjá que também o amava e conseguia atraí-lo para suas ondas ao encontro das areias brancas.
Sua amizade e parceria com Iemanjá foi tamanha que ao abandonar Obaluaê, Nanã só confiou de largá-lo na praia pois sabia que Iemanjá iria cuidar. E mais tarde ela ainda foi responsável pela conciliação de Nanã e Obaluaê como mãe e filho.
Os filhos de Nanã são extremamente compreensivos e procuram se colocar no lugar dos outros e têm uma capacidade de perdoar maior que os filhos de outros Orixás, por que eles guardam o rancor, mas quando perdoam esquecem completamente o que se passou e começam uma história nova. Apesar disso, não têm muito apego maternal. Os filhos de Nanã, até amam seus filhos, mas conseguem viver sem eles se precisarem seguir outro caminho.
Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.
Não são pessoas muito abertas, os filhos de Nanã geralmente sofrem calados, mas quando resolvem abrir falam tudo e mais um pouco. Procuram escolher uma determinada pessoa para se abrir e falar de si.
Os filhos de Nanã parecem ter a eternidade em sua frente para terminarem seus afazeres.
Características dos filhos de Nanã
- Compreensivos
- Leais
- Lentas no cumprimento de suas tarefas
- Ranzinzas
- Frágeis
- Determinados
- Protecionistas
- Fechados
- Vingativos
Oferendas para Nanã
- Pano ou toalha Roxo ou lilás
- Fita roxa
- Flores
- Frutas
- Beterraba
- Vinho Tinto
- Licor de Framboesa
- Arroz com repolho roxo
*As oferendas de Nanã são entregues em pântanos como na imagem acima, ou na margem de rios.
Nanã foi sincretizada como Santa Ana, a mãe de Maria, justamente por ser uma santa idosa e por ser associada à cor roxa também.
Por esse motivo o dia de Nanã fica sendo 26 de Julho
- As velas de Nanã são roxas
- A saudação para Nanã é: "Saluba Nanã" tanto na Umbanda quanto no Candomblé
- Seu dia da semana é terça feira
- Seu elemento é a Lama
- Nanã é quizilada com metais
- Suas flores são as do campo e os crizantemos
- O ponto da natureza que encontramos Nanã são nas beiras dos rios e nos pântanos
- Suas pedras são: Rubelita, ametista
- Sua irradiação e essência é a Evolução
- Suas ervas são: Manacá; Agapanto; Altéia; Cedrinho; Cipestre; Gervão; Quitoco; Quaresmeira
- Seu adorno é o Xarará
Na Umbanda assim como no Candomblé, somente incorporam o Orixá Nanã os médiuns que a têm em sua coroa como mãe de cabeça ou Ajuntó. Nanã vem tanto dançando, quanto encolhida e rasteijando como uma senhora de muita idade. Com seu Xarará, Nanã absorve todas as angustias e medos das pessoas que a ela recorrem.
Abaixo, um vídeo da Lenda de Nanã para ilustrar mais a explicação:
Saluba Nanã
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